Um sistema para delivery, restaurante, bar e fast-food vale pelo que ele resolve no pico: pedido entrando por vários canais, cozinha recebendo tudo na ordem certa e caixa fechando a conta sem retrabalho. Em 2026, os recursos de PDV que mais pesam nesses negócios, da cafeteria à hamburgueria, são os oito abaixo. Use a lista como roteiro de avaliação: cada item traz o que testar na demonstração e o erro que aparece quando o recurso falta.
1. Um cardápio só, com preço por canal
O cardápio precisa existir uma vez no sistema e ser publicado no salão, no balcão e no delivery, com preço diferente por canal quando o negócio quiser. Quando cada canal tem o seu cadastro, um prato que acaba às 20h continua sendo vendido no aplicativo até alguém lembrar de tirar.
O que testar: marque um item como esgotado e veja se ele some de todos os canais ao mesmo tempo. Depois altere o preço só do delivery e confira se o salão continua com o preço antigo.
Exemplo hipotético: uma cafeteria vende o pão de queijo a 6 reais no balcão e a 7 no delivery, para cobrir embalagem. Com um cadastro único e preço por canal, a mudança é feita uma vez; com dois cadastros, alguém vai esquecer um deles. O mesmo vale para fotos, descrições e horários de cada item: um cardápio de almoço que só aparece até as 15h precisa sumir sozinho de todos os canais nesse horário.
2. Pedidos de todos os canais na mesma fila
Pedido do salão, do balcão, do telefone, da mensagem e do aplicativo de entrega precisa cair numa fila única, com a origem identificada. É isso que permite à cozinha produzir na ordem de chegada e ao caixa saber o que já foi pago.
O que testar: faça um pedido por cada canal em sequência e observe se aparecem juntos, com horário e origem, sem ninguém precisar redigitar nada. O desenho dessa integração está detalhado em integração entre PDV, delivery e venda online.
Erro comum: um funcionário copiando pedidos do tablet do aplicativo para o PDV. Além do tempo perdido, cada cópia é uma chance de trocar um adicional ou um endereço.
3. Envio para a cozinha separado por setor
O item lançado precisa sair no setor certo: bebida no bar, lanche na chapa, pizza no forno, sobremesa na copa. Isso vale tanto para impressora de pedidos quanto para tela na cozinha.
O que testar: lance um pedido misto (um suco, um hambúrguer e um pudim) e confira se cada parte sai só no seu setor, com o número do pedido e o nome ou a mesa do cliente.
Erro comum: tudo saindo numa impressora só, com alguém separando os papéis à mão no pico. A correção é configurar setor de produção no cadastro de cada item, não na hora do pedido.
Vale conferir também a observação livre. “Sem cebola” e “molho à parte” precisam sair destacados no pedido da cozinha, e não escondidos no fim de uma linha. Na tela de cozinha, verifique se o cozinheiro consegue marcar o item como pronto e se isso avisa o balcão ou o garçom.
4. Mesa e comanda com transferência e divisão de conta
Restaurante e bar precisam abrir mesa ou comanda, transferir itens entre elas, juntar mesas e dividir a conta por pessoa ou por item. Fast-food e delivery usam menos isso, mas precisam do número de chamada para a retirada.
O que testar: abra duas mesas, transfira uma cerveja de uma para outra, junte as duas e depois divida a conta em três pagamentos diferentes. Se algum passo exigir cancelar e relançar, o salão vai sofrer no fim da noite. Confira ainda se a taxa de serviço aparece separada e pode ser retirada quando o cliente pedir, sem mexer no valor dos itens. Para bar e pizzaria, os recursos específicos estão em sistema para bar e pizzaria em 2026.
5. Adicionais, escolhas obrigatórias e combos
Ponto da carne, sabor do refrigerante do combo, borda da pizza, leite vegetal no café: tudo isso precisa ser uma escolha no próprio item, com preço quando houver, e algumas escolhas precisam ser obrigatórias.
O que testar: tente fechar um combo sem escolher a bebida. O sistema deve impedir. Depois adicione dois adicionais pagos e confira se o preço e a descrição saem corretos no pedido da cozinha e no comprovante.
Exemplo hipotético: uma hamburgueria com 12 lanches e 8 adicionais teria 96 combinações se cada uma virasse um produto. Com adicionais como opção do item, são 20 cadastros e a cozinha lê exatamente o que foi pedido.
6. Pagamento integrado, taxa de entrega e troco
O valor da venda deve ir do PDV para a maquininha ou para o QR code do PIX sem digitação, e a confirmação deve voltar para o sistema. No delivery, o pedido precisa registrar taxa de entrega, forma de pagamento na entrega e troco para quanto.
O que testar: faça uma venda no cartão e uma no PIX e veja se ambas fecham sozinhas no PDV. Depois lance um delivery pago em dinheiro com troco para 100 reais e confira se a informação chega ao entregador.
No balcão de fast-food, outro ponto é cobrar antes de produzir. Quando o pagamento fecha junto com o pedido, a cozinha só recebe o que já foi pago e a conferência do fim do dia fica mais simples.
Erro comum: pedido do aplicativo já pago lançado de novo como pagamento no caixa, o que deixa o fechamento com sobra. A origem do pagamento precisa estar no pedido.
7. Funcionamento quando a internet cai
A queda de conexão no meio do jantar não pode parar o salão. O sistema precisa continuar lançando pedidos e enviando para a cozinha na rede local, e sincronizar quando a internet voltar. A emissão fiscal tem regras próprias de contingência, que variam por estado.
Em cafeterias e fast-foods com fila no balcão, esse ponto pesa ainda mais, porque não existe a folga de uma mesa esperando. Pergunte como o sistema avisa o operador de que está trabalhando sem conexão e quantos pedidos ele guarda até sincronizar.
O que testar: desligue o roteador durante a demonstração e tente lançar um pedido, mandar para a cozinha e fechar uma conta. Pergunte o que acontece com os pedidos do aplicativo nesse intervalo. A diferença entre os modelos está em PDV na nuvem ou instalado no computador.
8. Relatórios por canal, por horário e por tempo de preparo
O relatório que ajuda a operar não é o faturamento do mês: é quanto cada canal vendeu por faixa de horário, quais itens saem mais no pico e quanto tempo o pedido leva do lançamento à entrega.
O que testar: peça para ver as vendas de um dia separadas por canal e por hora, e o tempo médio entre o pedido e a saída da cozinha. Se esses números só existirem exportando planilhas, a análise não vai acontecer na rotina.
Exemplo hipotético: um restaurante percebe, pelo relatório por hora, que o delivery concentra a maior parte dos pedidos entre 19h30 e 20h30, enquanto o salão enche mais tarde. Com isso, ele reforça a cozinha nesse intervalo e pausa no aplicativo os itens que demoram mais para sair.
Um detalhe que ajuda na avaliação: leve para a demonstração três pedidos reais do seu dia, com os adicionais e as observações que os clientes costumam fazer. Lançar esses pedidos de ponta a ponta mostra mais do que qualquer lista de funcionalidades.